23 dezembro 2008

Transição

Seguinte galera, o blog vai ficar meio parado e vai voltar em 2009 com cara e link novo.
Daí vocês perguntam, por que, Mariana?
Daí eu respondo, quero dar uma cara definitiva a ele, uma identidade visual razoável e mais sóbria, mas claro, com elementos da Martinha que nada mais é do que "minha outra eu" por toda a página.
Enfim, é isso, volto em 2009 com a coisa bonitinha, por enquanto, sem novidades por aqui.
Cheiro no olho e beijo na ponta do dedo mínimo que não coça a orelha.

15 dezembro 2008

Não vou pedir que fale comigo.
Não vou também abrir um sorriso.
Não vou tentar nenhum compromisso.
Não vou ignorar o que não consigo.

Não fale se não quiser.
Não pergunte se a dúvida vier.
Não sorria do que não quiser.
Não suporte a dor que lhe der.


Mas quando quiser, fale comigo,
Berre comigo, e até Grite comigo.
Só peço uma coisa: não seja inimigo.

22 novembro 2008

Sobre o amor

Quero que as pessoas parem de falar sobre o amor. É, quero que todo mundo, por pelo menos um dia parem de falar sobre isso. Quero sair de casa e não ver ninguém falando sobre como é bom amar; sobre como sofreu quando perdeu o seu amor, e principalmente, quero que parem de definir o amor, por um dia.

Quero andar o dia inteiro pelas ruas sem ter que me deparar com essa bendita palavra: AMOR. Ah como seria gratificante olhar um casal adolescente no banco daquela praça olhando um no olho do outro, sem falar nada. Como seria de bom grado ver o filho abraçar a mãe apenas pelo ato de abraçar. Como seria aliviante ver aquele pastor pregando a palavra de seu Criador sem falar absolutamente do sentimento que supostamente tem por Ele ou que devemos sentir por todos, inclusive pela pedra "bendita" que acabara de arrancar pelo menos metade da pele do dedo do pé.

Quero seguir pela cidade sem roer ao som do invisível Dj localizado no bolso frontal direito de minha bolsa preta, tocando algum sucesso piegas e meloso carregado de significado bobo e revoltado ocasionado pela perda de um amor. Quero não me entregar com sorriso bobo e cantarolado alto ouvindo aquela outra música revoltante que ativa o sentimento mais puro por aquele "sujeito" que já nem merece tanta emoção.

Quero ver, por um dia, uma sociedade apática e robótica. Não haveria qualquer manifestação de sentimentos, bons ou ruins (e há de convir que eles andam muito próximos). Não haveria choros, risos ou suspiros sinceros. Não haveria rancores, não haveria olhos de gota e pés acanhados, tão pouco haveria expansivos desavisados esbarrando no coletivo com o amor que já nem lhe cabe no peito.

Quero uma sociedade ligeiramente altruísta e menos hedonista (deus, como quero não ser hedonista). Quero que as pessoas parem de falar do amor, pois ao contrário de Cazuza, cansei mesmo é de toda essa caretice, toda a babaquice da eterna falta do que sentir. As pessoas se ligam tanto naquela receitinha ridícula de cinema que não buscam seus próprios meios de atingir o próprio apogeu sentimental. Então por um dia, quero apertar o reset.

Minha única preocupação é não haver plantões cardiológicos o suficiente para o dia seguinte.


(Droga, falei sobre o amor... Nada senti)

20 novembro 2008

Não é por aí

Não que eu seja uma má pessoa.
Não que eu queira nada também.
Não que eu não sinta necessidade,
de sentir isto e ir além.

Não que eu tenha muito medo.
Não que eu não enxergue ninguém.
Não que não planeje, não pense,
só que no momento não convém.

Não quero insistir nem quero mentir.
Não quero atrair nem desperdiçar alguém.
Apenas não quero tagarelar por aí,
e justificar bobagens por amar alguém.

24 outubro 2008

Prontinho Sah, respondido!

Bom gente, assim como Sah, eu não sou lá muito presente aqui no universo blogóptico, rs...mas aceitei o convite e cá estou para expor um pouco daquela que está por trás dessas pequenas loucuras, rs...


Nome: Mariana Araújo de Brito (e se me chamarem de cabrita morrem)
Idade: 22
Local de Nascimento: Natal-RN, mermu cantim que vivo.
Peso: Vixe, capaz eu saber até as gramas pq tá perto de uma sessão de fotos, rs...61,5 kg.
Altura: 1,72m
Apelido de infância: Maricota

Qual é a sua maior qualidade?
Olha, após perguntar aos universitários, descobri que sou, antes de qualquer coisa, divertida.

E seu maior defeito?
Essa nem precisei consultar ninguém, sou impaciente e impulsiva, não dá pra separar os dois, são os dois e pronto. Rs

Qual é a característica mais importante em um homem?
Ok, tou indecisa, mas fica entre o caráter e a sinceridade.

E em uma mulher?
Muda muita coisa não, é, muda não.

Qual é a sua idéia de felicidade?
Olha, no 1º semestre da faculdade fiz um ensaio onde defendia a inexistência da felicidade. Com um enbasamento teórico até bacana, que ía de Epicuro a Dalai Lama, vi que não existe felicidade no mundo ocidental, mas a pseudofelicidade, está eu defino como o maior conforto consigo mesmo e interação mais pacífica e dinâmica com a sociedade. (complexo, eu sei)

E o que seria a maior das tragédias?
Me tornar apática com o mundo.

Quem você gostaria de ser se não fosse você mesmo?
Uma versão feminina do Maurício de Souza? rs

E onde gostaria de viver?
Bem, se eu fosse corajosa e tivesse verba, moraria sozinha ou com amigos, aqui mesmo na minha cidade, um tikinho mais perto da orla ou perto da universidade, pq orla é caro demais.

Qual é sua cor favorita?
VERMELHO: ENERGIA VITAL! (alguém teve dúvida alguma vez na vida, ao visitar esse blog? rs)

E o seu desenho animado?
Filme: Monstros S.A., Seriado: Sailor Moon, kkkkkkkkk

Quais são os seus escritores preferidos?
Bem, começando: Lygia Boojunga pq me retratou (se acha) bem direitinho em A Bolsa Amarela, daí vem Machado de Assis, Luís Fernando Veríssimo, meu grande amigo Tasso Soares, Rubens Braga, Olavo Bilac, Fernando Pessoa, Junqueira Freire, Lewis Carroll, Ignácio de Loyola Brandão, Clarice Lispector, Cecília Meireles, meu professor João Andrade tb manda muito bem nos contos...ai gente...é muuuuita gente mesmo, fica difícil falar todos, mas aí estão os de maior influência.

E seus cantores e / ou grupos musicais?
Adoro Roberta Sá, da terrinha aqui; curto muito Pato Fu, Engenheiros; gosto de Capital Inicial e ira!; dou valor ao sarcasmo de Lilly allen; choro aqui e acolá ouvindo Cazuza ou Cássia Eller (ah bando de infeliz pra morrer cedo, deu nem pra ver o show); Amo Geraldo Azavedo, Zé Ramalho, Xangai, Elba Ramalho...curto o Tremendão...Me derreto com as músivas do Elvis e dos Beatles...ah, gente, gosto de muuuuuita coisa...jazz, blues, R&b, metal, rock...até um ou dois forrós pé de serra, rs

O que te faz feliz instantaneamente?
Ai, num tem preço qdo alguém lhe sorri até com os olhos.

Quais dons você gostaria de possuir?
O dom da paciência, principalmente, rs, e o dom de cantar com voz de veludo.

Tem medo da morte?
Nadinha.

Quem é seu personagem de ficção favorito?
Magali! kkkkkkkkkk...é meu apelido de adolescência, mas queria não engordar como ela! huahauhahuahauhau..e ela é tãããão meiguinha, queria ser assim.

Qual defeito é mais fácil de perdoar?
Acho que a inconstância, já que não sou tão diferente.

Qual é o lema de sua vida?
"Continue a nadar" rs (caraca, tou me revelando uma "boytica" nesse questionário, rs, mas vcs entenderam).

Qual sua maior extravagância?
350 reais gastos em divinos chocolates!

Qual sua viagem preferida?
Hum, das que fiz até hoje, Rio de Janeiro, pois era pirralha e fui sozinha com o povo mais insano da face da terra, e ainda tirei uma onda de atriz, huahauha.

Se pudesse salvar apenas um objeto de um incêndio, qual seria?
Ok, o quadro que pintei pra mainha e Butuca.

Qual é o maior amor de sua vida?
Minha mãe.

Onde e quando foi mais feliz?
Aixi, complicada essa. posso dizer onde, Gramado.

Qual é sua ocupação favorita?
Escrever e desenhar.

Pensa em ter filhos?
Tento...

Quantos?
Se tiver...dois, que é pra num ter nenhum mimado, mais que isso, perderia os cabelos.

Um animal de estimação: EU QUERO UM CACHORRINHO!
Uma atividade física: andar e nadar sempre que posso...e muito!
Um esporte: natação.
Um prato que sabe fazer: EU NUM SEI COZINHAR! Mas dizem que meus sanduíches são bons e as saladas de verdura não tem gosto de mato, rs.
Uma comida que adora: SALADA!
Uma invenção tecnológica sem a qual não vive: O computador, obviamente!
Gasta mais dinheiro com: Comida.
Uma inabilidade: Cozinhar.
O que não faria em nome da vaidade? Plástica, eu lá vou me mutilar e passa runs 3 meses gemendo, é um tanto paradoxal essa galera que se diz vaidosa e faz isso, rs.
Uma mania: estalar dedos, colunas e ficar de ponta de dedo do pé.
Uma saudade: Vó Maria.
O primeiro beijo: Batalhado, kkkkkkkkkk.

Acabou no primeiro beijo? Como é que pode? rsrs....

21 outubro 2008

Poema

Desbaratinada sob a tormenta do pensar,
Sigo linhas tortas, ligeiramente apagadas.
Levanto voo trôpego, fugindo por acolá.
Carrego sangue novo, pois o velho a de falhar.

Fujo da revelação vibrante e pungente,
Fecho forte os olhos, durmo inconsequente,
Até mais tarde levantar fingindo a vida inexistente.
E agonizar com o resultado de quem mente.

Vampiresca, tomo vida, trago morte.
Finjo, fujo, esvazio algum sem sorte.
Salvo algum que aparente punho forte.
Destruo tudo, sem desejo ou por esporte.

17 outubro 2008

Madalena

Buscava somente uma oportunidade de libertação. Não esperava mais do que simplesmente uma breve sensação de respirar uma nova atmosfera, enxergar um distinto horizonte, e dormir em uma hora diferente algum dia.


Preparou-se para isso durante anos. Todos os dias conservava uma maleta de emergência, com roupas, acessórios e até mesmo alimentos, sistematicamente trocados para não ser pego de surpresa, seja com uma camisa amarrotada, seja com um biscoito "verde". Trabalhava mais do que necessitava a fim de preservar uma boa quantia no fim do mês, para a grande empreitada.


Hoje Rafael acordou diferente. Enjoado e dolorido, não verificou a maleta, não leu o jornal. Não foi trabalhar. Ficou ali, parado no meio da casa, de calça de flanela e pantufas do Garfield. Não tinha idade para tal aparência, mas não se importava.


Foi à geladeira e notou que não havia comida. Tomou rumo ao quarto a fim de trocar-e para comprar o pão quando se assustou em ver que não lhe sobrara uma única peça de roupa limpa nesta semana. Tomou um banho rápido com o toco de sabonete e um melado de xampu que lhe restara. Vestiu a roupa menos amarrotada com tamanho nojo que se podia jurar que estava pisando em excremento.


Olhou para a casa. Percebeu que de tanto pensar na bendita fuga, não se importou com a falta de condições em que vivia: sem comida, sem roupas engomadas ou produtos de limpeza... Mesmo depois de tanto esforço.


Olhou para a maleta com raiva. Abriu rapidamente, com real intenção de destruí-la bem como que houvesse lá dentro. A real culpa era dela, a maleta reluzente de couro. Ficou tão extasiado ao ganhá-la em seus 20 anos que não parou mais de pensar o que viveria com aquela maravilha. Mochilas e malas não seriam mais adequadas? De modo algum, elas foram feitas para isso. Não teria graça. Mas uma maleta, travestida de executiva em meio à poeira do sertão, à brisa de uns Alpes ou mesmo encharcada num mar agitado, isto sim, teria significado. Seria a improvável vida existida de um acessório junto a uma improvável liberdade de um escravo da rotina.


Agora pensava tragicamente. A maleta não era a resposta, mas seu carma. Deixou-se levar tanto pelo anseio de viver essa metamorfose ambulante que se tornou escravo da maleta. Deixou de viver e suprir necessidades essenciais à vida de um homem em função da perfeita organização de um objeto.


Bom, juro que ele pensou nisso por um tempo, mas o brilho da fivela; o organizador de meias dividindo os biscoitos, a bússola e o patê; as camisas (uma social, uma florida e uma básica de tom pastel); a bermuda; o calção de banho; a Aspirina e o Merthiolate... Não, não podia resistir a toda aquela cultura e elementos tão sedutores, essenciais naquela situação que tanto ansiava viver.


Pegou a bermuda e a blusa florida, comeu um biscoito com patê. Foi ao supermercado comprar as coisas para fazer a faxina e abastecer a cozinha. Mas amanhã ele repõe a “Madalena”.

28 setembro 2008

3000 d.B.*


Achava que todos no mundo teriam o mesmo, um dia. Contava os dias para que chegasse sua vez. Acordava cedo, tomava banho, se arrumava e ia trabalhar impecavelmente pronta para a sua vez.

No jornal, procurava saber quem foi o felizardo que lhe tomou novamente o lugar. Não se chateava, pelo contrário, "comia orelhas" de tanta satisfação ao constatar sua teoria cada vez mais freqüente.

Ninguém dava ouvidos à sua obsessão. Pensavam assustados como poderia alguém confiar tanto em uma lenda urbana tão absurda como aquela. Riam da pobre mulher que confiava no jornal, jurando que naqueles papéis haveria alguma realidade impressa. Tentaram interná-la em certo momento, o irmão mais velho, chefe da instituição não permitiu: "Não a castiguem pela situação em que vivemos. Feliz, ela, que acredita em alguma coisa.

O pobre homem era outro romântico, problema genético, sabe-se lá. Mas por temer a perda de seu cargo, sua carreira ou mesmo sua vida, guardava seus anseios no mais profundo fosso de sua mente. Ouvira também falar quando menino que jornais eram diários sociais, que continham uma espécie de texto que falava o que acontecia nos lugares. Não tinha certeza de quando foi isso, mas o nome lembrava: "notícias". Bonita palavra, terapêutica.

Enfim, sabia que não era mais assim. Sua irmã que não ouvia, jurava que tudo impresso era retrato daquilo que estava acontecendo na atualidade.

- Outro dia um garoto azul se desmaterializou e saiu dentro do carro sentado com um hambúrguer da MC Donalds nas mãos!

- Que conversa, mulher! Já disse que isso não existe!

- Existe sim, eles viram! Era redondo e continha algo escuro e era comestível, deram o nome de carne. Disseram até que somos feitos disso!

- Que história...que cheiro tinha?

- Papel! Cheiro de papel com tinta.

Hoje ela recebeu o chamado. Desesperou-se ao imaginar que poderia ficar sem a sua vez. Não poderia ser, todos têm a sua! Buscou o irmão chorosa, inquieta, infantil. Não podia permitir que isso acontecesse, Não, não dá.

O irmão tentou explicar à "menina velha" que não havia com o que se preocupar. Explicou, ponderou, demonstrou que não era um chamado exato, poderia ter uma semana ainda.

- Sete dias não são nada, criatura! Nos jornais diz! Leva tempo! Por que você acha que a gente espera tanto?

- Já disse que isso não existe, menina!

- Existe, sim. você sabe que existe. Sabe e espera!

- E quem disse que dura? Que a pessoa espera é certo. Que cada um tem sua vez, você "constata", nesses papéis que vou morrer explicando que NÃO SÃO REAIS, mas minha doce irmã, diga-me, quem lhe garante que dura? Em nenhum jornal você leu quanto dura, ninguém voltou para dizer como está sendo, não estou certo?

- Eu sei que dura, tem que durar, ou não levaria tanto tempo. Sei disso...

Morrerá em um ou sete dias, conforme constatado no telefonema. Embora transmita lucidez, o irmão se preocupa, se consome, desespera. Conseguirá finalmente confirmar a teoria que tanto temia conhecer. Sua irmã está errada, sim, e morrerá em sete dias.

O amor não acontece, nem com todo mundo.

*(Ano 3000 depois do Boom)

05 setembro 2008

Ô susto

Não aguentou um só segundo a mais. Pulou da mesa, pegou o apito escondido e veio com todo gás me acordar. Tomei um susto daqueles. Jamais pude imaginar a sitação. Jamais pude imaginar muito, na verdade. Dizem que sou criativa, creio que não. Pior, cosntato que não. Sou uma mera comunicadora, difulsora de informação alheia.

Ela veio com tom de ameaça e com o lápis mais bem apontado que jamais consegui afiar na vida. Trouxe consigo também a borracha e de quebra uma caneta pendurada nas costas, para caso eu viesse com aquele papo que só saía na caneta, ao acaso.

Martinha saiu do aquário, ou melhor dizendo, do meu computador. Não suportou mais a abstiência.

- Que história é essa de me bloquear no seu HD?

- Vamos! comece! Quero uma história e prá já!

Sempre desconfiei que essa menina era um tanto vaidosa. Mimada não era, coitada, sua mãe e aquele asqueroso do Chicão mal lembram dela...Enfim, é vaidosa, não aceitará mais um dia longe do blog. Avisou ainda que só estampa de seu rosto não bastava mais, queria agora um cabeçalho com sua imagem.

Passei uns 15 minutos confusa, transtornada, jurando que ainda estava dormindo e que por isso o travesseiro poderia tranquilamente ser um belo pedaço de bolo. Ela estava lá, raivosa como de costume, perigosamente meiga, para variar. Chorou algumas poucas lágrimas de crocodilo, berrou no pé do ouvido e ainda trouxe Butuca e Rufão como "cães" de guarda.

"Não teve jeito que desse jeito". Martinha, sinto muito em dizê-la, seu equipamento falhou. Sim, sinto-me um equipamento que transcreve em rabiscos e falas o universo de um ser real, porém invisível, que habita meu "sistema neurótico central".

Não tenho conseguido desenhar nem tão pouco escrever, como se pode ver facilmente neste espaço cibernético. Mas não podia deixar de relatar tal fato. Martinha existe, é real, e mais perigosa do que jamais pensei. Absolutamente sedutora, armada, precavida e adulta para seus seis anos de idade. Por enquanto não prometerei postar suas vontades diariamente, ou semanalmente, mas posso garantir-lhe, Martinha, seu espaço no cabeçalho está garantido e em andamento, mais tarde termino, juro.

23 agosto 2008

Mais um desenho


Dessa vez em vetor, e dessa vez, NO ILUSTRATOR!
rééééé
consegui instalar essa bixiga taboca aqui!
huahauhau
enfim...essa é a Cecília.
Uma grande competidora, rs.

14 agosto 2008

More draws

Bom gente, ando meio sem tempo, então vai só dois rabiscos...


Este primeiro, baseado na peça "O tempo da chuva"


Essa aqui...sei lá...apenas comecei a rabiscar e saiu esse tribufu

"É tarde, é tarde! Tão tarde até que arde! Ai, ai meu Deus! Alô e adeus! É tarde, é tarde é tarde!"


23 julho 2008

Alguém assiste Heroes?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
e haja falta do que fazer!!!
clique na Super Mari.

Ah, e para quem acha que estou improdutiva...acertou, mas ainda restam alguns espasmos nas mãos...




07 julho 2008

Bodas de Prata


imagemzinha que fiz em comemoração das bodas de prata dos meus pais



é isso aí, povo que nunca comenta...rs

25 junho 2008

Sobre os guardanapos

Os guardanapos podem dizer muito sobre uma pessoa. A relação do guardanapo com uma pessoa é íntima de tal modo que percebemos suas angústias e potenciais. Enquanto uns torcem aleatoriamente aquele pedaço de papel meio áspero que mais espalha o óleo da batatinha que acaba de comer do que limpa, outro indivíduo torce um mesmo pedaço de papel, suavemente, trazendo aos poucos uma harmoniosa estrutura quase viva de uma pequena flor.

Dobrar, amassar, rasgar, riscar, ensopar com o molho shoyo, há mesmo muitas possibilidades de se deixar denunciar um sentimento que clama pela atenção do próximo ou do longínquo. Quantas vezes esse descartável pedaço de madeira não serviu para aliviar aquela tensão de quem aguarda desesperadamente o pagamento no fim do mês ou da chegada daquele garoto que há tanto prestava atenção e finalmente tiveram a oportunidade para se conhecer?

Quantas vezes o guardanapo não serviu de palco para um rico espetáculo de cores e formas daquele gênio das artes plásticas que ainda busca o reconhecimento no mercado? Quantas vezes ele não guardou aquele beijo encarnado que infelizmente não achou seu alvo por mais um atraso?

Eles passam pelas maiores frustrações e situações de euforia junto aos seus usuários sem serem notados, e denunciam, provam, enredam o caráter da pessoa com uma mínima mancha do molho predileto da pessoa, ou do rabisco esperançoso que grava o telefone para aquela menina que sabe lá deus se o vai guardar.

Ele denuncia a neurose daquele senhor que não acredita no asseio dos empregados daquele restaurante ao mostrar-se completamente picotado e socado no fundo da caneca de chope. Ele dá pistas ao rapaz de que há uma bela e tímida garota a observá-lo voando sutilmente sobre sua face. Ele demonstra o ar infantil e despojado daquele quarentão que ainda olha maravilhado o shoyo subindo pelo guardanapo.

Os guardanapos, com vida útil curta e aparentemente supérflua sabe mais sobre nós, humanos, do que podemos provar. E tudo o que lhes oferecemos é uma boca suja, um resto de comida indesejado, ou uma tosse.Sorte daqueles que são pegos para transformar-se num origami apaixonado de uma mão perfumada.

18 junho 2008

Literatura Potiguar


Escritor lança livro de estréia com crônicas bem-humoradas

Natal, 12 de junho de 2008 – "Concerto para triângulo em dó maior e outras crônicas divertidas". Este é o título do primeiro livro do bancário e graduando em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela UFRN, Tasso Soares de Lima, que será lançado na próxima quinta-feira (19), na livraria Siciliano do Midway Mall, às 18h. O exemplar custará R$ 25,00 e poderá ser adquirido nas livrarias Siciliano em Natal e Mossoró.

Prefaciado pelo jornalista e escritor Vicente Serejo e ilustrado pelo jovem designer Maurício de Oliveira Júnior, o livro traz 27 crônicas, segundo o autor, inspiradas em histórias vividas, sofridas ou ouvidas em viagens pelo Nordeste. "Esses textos são também fruto da observação do dia-a-dia. Tudo isso com uma visão divertida dos fatos", afirma.

Tasso Soares é funcionário do Banco do Nordeste há 31 anos e contou com patrocínio do Programa Cultura da Gente, iniciativa do BNB que apóia projetos culturais de funcionários da instituição nas áreas de música, literatura, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e artes integradas ou não específicas. Ele destaca que exemplares do seu livro também serão doados a bibliotecas públicas em todo Estado e ao Projeto Arca das Letras, que tem como objetivo implantar minibibliotecas em assentamentos rurais da reforma agrária.

Para o autor, "Concerto para triângulo..." é obra literária que pretende ser de fácil leitura, com ambientação nordestina em sua maioria, trazendo um pouco da linguagem e da maneira de ser do homem simples do Nordeste. "Existe também a intenção de valorizar a crônica como forma de expressão alegre de literatura, procurando estimular mais ainda o hábito da leitura de autores nordestinos, de uma maneira leve", finaliza.

Trajetória – Tasso Soares de Lima é assessor da Superintendência Estadual do BNB no Rio Grande do Norte, especialista em Administração de Recursos Humanos pela UFRN, e concludente de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo pela mesma universidade. Começou cedo escrevendo para o jornalzinho do colégio e, por onde andou, criou pequenos informativos nos quais o humor era a tônica. Escrevia as suas "historinhas engraçadas" e nem sabia que aquilo era crônica, preocupado apenas em divertir. Atualmente, é cronista da revista Conterrâneos, periódico bimestral com tiragem de seis mil e quinhentos exemplares, de circulação interna na empresa em que trabalha.


Serviço:
Lançamento do livro "Concerto para triângulo em dó maior e outras crônicas divertidas"
Onde: Livraria Siciliano – Midway Mall
Data: 19/06/2008
Hora: 18h
Preço: R$ 25,00

Para maiores informações sobre o livro, o autor, ou qqr outra coisa, eu fiz um blog junto a meu colega maurício e ao autor do livro... então, acessem http://tassoocronico.blogspot.com

11 junho 2008

O amor está no ar...

Obviamente eu não poderia deixar de dar a minha contribuição de felicitações aos pombinhos apaixonados que comercialmente, digo, que carinhosamente comemoram amanhã o Dia dos Namorados!
Deste modo, visando a satisfação dos pombinhos, resolvi ilustrar esse tão belo dia com duas faces... espero que gostem...rsrsrsrs


Leu. 8 anos. Vizinho de prédio. Finalmente achou um modo de chegar na Martinha. Essa cara de nerd é só fachada. A Martinha tava solitária né, gente? rsrsrs
...

Ham, e essa moça... vocês já devem conhecer do protesto que fiz outro dia...(RSRSRS)
FELIZ DIA DOS NAMORADOS, PESSOAL! JUÍZO!

01 junho 2008

Dilema

Andava calmamente pela avenida chuvosa. Olhava para os cantos, cabeça balançando, mãos sob os bolsos da capa. Ao som do Invisível Dj chorava brando o desespero enforcado da impotência sobre a situação. Que fazer mais? Nada adiantara até o momento. Para.
Em sua frente um pacote. Grande, preto, mexendo-se rapidamente sobre a calçada, rolando perigosamente rápido para o ônibus que chegava. Correu para socorrer a embalagem alienígena. Não fazia ruídos, dava espasmos, mas não machucava. Devia ser algo macio sob o plástico preto.
Abrir? Não abrir? Se fosse uma criança? Não poderia cuidar de uma criança naquele momento! Mais uma situação desesperadora para provar sua impotência?! Jamais!
Mas caso não abrisse, caso fosse uma criança, morreria asfixiada. Deixaria de ser cúmplice daquele crime para assumir o posto do suposto assassino. Essa idéia lhe causava arrepios. Resolveu verificar a embalagem.
Pôs o ouvido esquerdo mais próximo do objeto. Tateou aos poucos, temendo mais que qualquer outra coisa, perceber as formas de uma criança. Caso houvesse de fato uma criança naquele invólucro, estaria sumariamente responsável pela integridade física e psicológica do bebê. Não teria coragem de entregar aquela criatura indefesa sob responsabilidade do governo. Ah, não, teimaria na própria desgraça: adotaria um ser que não poderia cuidar.
O pacote não mais mexeu. Não fazia barulho, não respirava, e principalmente, não tinha formas de quaisquer que fossem os seres vivos que poderia reconhecer. O alívio foi tanto que lhe caiu como uma bigorna sobre o corpo, o forçando a sentar-se no meio-fio.
Chorou tal qual criança, pelo desespero aliviado. Seus problemas iniciais? Fugiram disparados ao ver a embalagem. De certo estariam tomando um trem para a cidade mais distante que houvesse daquele novo problema.
Quase meia hora se passou. Levantou-se e seguiu para casa. Não abriu o pacote.

14 maio 2008

É Fase

Fecha a porta;
Tranca a mente;
Se controla;
Desentende.

Fala calmo,
Respira alto.
Põe latente,
Corpo e mente.

Sai da cúpula:
Se machuca.
Compreende:
Segue em Frente.

10 maio 2008

RISC RISC RISC

E na falta ou na grande quantidade do que fazer, eis que prefiro isso aqui
rsrsrsrs



Logicamente, inicio com a mais importante, a mais controversa ternura infantil, MARTINHA!





Daí vem um burrico assustado (é uma foto-detalhe minha gente...)


Birrentinha com estilo


Um bebum que promete

E mais...sempre mais

05 maio 2008

Tenho dito

Eu sou real. Podem apostar, eu sou real. Há pessoas que nos aparecem na vida como miragens, ou pesadelos. São pessoas que se vestem de uma personagem para provocar algum efeito em nossas vidas. Pois digo, não sou assim, sou real. Não entendo contudo, por que todos me vêem como personagem. Minha vida é surreal assim? Minhas atitudes são de tal modo tão incompreensíveis?
Eu hajo conforme meus sentimentos e razões. Ah, podem estar certos disso. Não levo uma vida de fantasias, mas tenho minhas impressões, e evito algumas consequências. Isso me leva a ser falsa? Não, vejo deste modo. Sou real demais, sou intensa demais, profunda.
Mudo minhas opiniões aqui e acolá. Experimento novas situações. Brinco e falo sério. Corro pelo shopping de pés descalços e sujos de areia em um dia, e repreendo o julgamento antecipado de algum infantil do dia seguinte. Sou assim porque sou verdadeira. Sou assim porque não nego as descargas elétricas do meu cérebro nem tão pouco a palpitação provocada pelas emoções.
Não sou personagem por ter sorte, ou por colocar lirismo nas palavras. Eu sou uma pessoa impregnada de realidade e calejada pelas desilusões essenciais ao aprendizado. Eu me conheço e reconheço na rua, apesar da miopia.
Àquele que não vêem assim, perdão. Desculpe-me pelo duro golpe de realidade: você não é real.
Deve ser terrível viver como miragem, ou como pesadelo. Eu Serei sempre eu.

24 abril 2008

Memó...lembr...aquilo lá

"A primeira impressão é a que fica", quantas vezes não ouvi isso?
Não importa, para mim, não funciona assim. Não é que eu seja totalmente mente aberta, desprovida de preconceitos, uma santa. Pelo contrário, sofro de uma bruta xenofobia, que luto dia após dia para controlar e não suporto fumantes, muito menos fazendo anéis de fumaça. Mando para o inferno.
O fato é que sofro de uma crônica falha na memória recente. Sério, vejo-me qualquer dia desses me casando com alguém que "nunca vi na vida", tendo filhos que "nunca pari", assistindo a todo esse "não-acontecimento" por um dvd caseiro.
Sou como toda mulher, meramente contraditória. Mas não porque pretendo complicar a vida de algum homem a ponto de seduzi-lo e enlouquecê-lo deixando-o completamente cego para o que houver além de mim. Não, até porque não acredito nesse tal poder feminino. Eu sou contraditória porque sempre esqueço aquilo que penso. Uma hora um homem me faz ferver de raiva pelo seu caráter ogro. Em outro instante (não necessariamente muito distante) simplesmente me entrego a cabeça para o cafuné. Adoro isso, esqueço aquilo.
Um dia esse esquecimento me rende uma prisão. Já imaginou se por acaso eu como em um restaurante e simplesmente esqueço de pagar? Credo, seria o fim de todo o meu pouco orgulho de viver ( e olhe que estou apenas pensando em um prato de comida esquecido...).
Talvez até, esse maldito jeito Dori de viver me renda o fim da mais maravilhosa ex-futura história de amor. Talvez um lapso me leve à morte.
Corro sérios riscos de ser mal interpretada, dia após dia. Meu esquecimento me consome meus poucos 20 anos e alguma coisas memoráveis. Terrível mesmo.
Mas nunca esqueço da primeira vez que vi o Chacrinha receber Ney Matogrosso (a la Secos e molhados) na telinha da tevê. Eu tinha dois anos. Também lembro nitidamente do cheiro e da textura da mão da minha avó, que já passou para melhor há 17 anos.
É incrível como minha memória antiga é tão recente. E como minha memória recente é tão inútil. Minha esperança é que um dia a memória esquecida, digo, recente, venha a ser memória antiga, e deste modo, lembrada. Que susto eu teria em lembrar a blusa, o cheiro e a música que ouvia na primeira vez que beijei "aquele menino"! è como lembrar da reboladinha do Ney Matogrosso hoje em dia! Fantástico.
É, não vejo muita saída para mim. Se nem minha infantilidade (justificada pela tática de exercitar a memória, impedindo que "o alemão" se instale em minha mente) funciona, não vejo muito em que me firmar, a não ser na esperança de que um dia as memórias voltaram. Só espero não causar ou sofrer um choque muito brusco quanto à imagem que tenho das pessoas que me rodeiam. Gosto daquilo, esqueço isso.

12 abril 2008

Foi engano (da série: a vida como devia ser)

Acontecia sempre no trabalho. Apareciam vendedores, curiosos, alunos, o que fosse, sempre em busca do que não podiam encontrar. Não ali.

Triiiimm!
- Pois não?
- Queria falar com doutor Figueira.
- Não há nenhum doutor Figueira aqui não, senhora.
- Ah, sério? Puxa, que coisa, olha, eu liguei para o número ****-****.
- É, foi engano.
- Hum, será que se eu discar de novo vai cair aí? Que coisa, foi engano. Obrigada. Tchau.
- Que nóia. Tanta conversa para no final ser um engano. (Voltou a trabalhar)

Triiiimmm!
- Alô?

- Olha! Caiu de novo aí, não foi?
- Foi (risos).
- Puxa, não sei o que faço, precisava mesmo dar esse telefonema. Mas figueira me deu o número errado. Tenho certeza que copiei certinho, ele errou.
- Entendo.
- Será que ele fez de propósito? Será que ele não queria mais um compromisso, uma folga rápida antes de um feriado, sei lá? Puxa vida, eu não merecia isso, tenho pressa.
- (preocupado) Eu não sei, pode ter sido um lapso, somente.
- É, verdade. Bom, tchau.
- Tchau.
- Desculpe o incômodo.
- Tudo bem. Relaxe (risos)

Triiimm!
-Puxa vida...Alô?
- Qual o seu nome?
- ah, é você...hehehe, meu Nome é Azis, e o seu?
- Cibele, bonito nome. Sabia que significa que você é bem amado?
- O que?
- Seu nome!
- Sabia não, bom saber.
- Você é legal. Foi bondoso comigo. Geralmente as pessoas me mandam logo às favas, sabia? Não que eu erre muito o número de telefone, mas quando acontece, remotamente...
- Entendo. É verdade, as pessoas acham logo que é piada.
- Pois bem Azis, meu telefone é ****-****, quando quiser ligar por engano. (risos)
- Com certeza! (gargalhadas quase contidas)
- Enfim, vou lá, Azis... Eu sou Cibele, viu? (desligou)
- Estranho né, cara? Tanta enrolação para um engano? - O colega do trabalho ri.
Nesse dia, Azis tardou a dormir. A voz era bonita, sim, muito bonita. Era simpática também, e incrivelmente louca: "Quem diabos daria um telefone a um desconhecido, em uma ligação que foi engano?", "Será que esse fulaninho que ela queria falar era algum namorado?" "Será que ela tem namorado?" "Qual será sua idade?".
A perturbação o tomou de tal forma que mal notou que realmente havia decorado o telefone dela, que estava ligando, inclusive.

Triiiimmm! Triiiimmm! Triiiimmm!

- O que é hein? São 3h da manhã! Quem está falando?
- Oh, não, desculpe, eu não pretendia. Estava pensando meio alto, sei La. Pensa-se alto com as mãos? Vá dormir bons sonhos.
- Azis?
- Como sabe?
- A voz (risos), é bonita. Marcou.

Ela também achara sua voz bonita. Riu. Pode ser de vergonha, pode estar me achando um babaca lunático também. Será que esse riso foi um nervoso de arrependimento de ter dado o telefone a um possível sociopata? Claro, deve ter sido isso, mas par a não demonstrar o medo fez o elogio. Poxa, ela também é esperta.

- Ainda está aí?
- Oh, sim! Estou...
- Ligou sem querer, então?
- Foi...(suspiro).
- Obrigada. Não estava dormindo. Na verdade, nunca estou. Dormir, a meu ver, é descansar o corpo e mente, a fim de restaurar as forças para o dia seguinte. Não funciona comigo. Tenho pesadelos.
- Terrível...Posso lhe fazer uma pergunta?....outra pergunta? ...mais do que as que já estou fazendo? (risos)
- Você é engraçado. Pode sim.
- Por que você me deu seu telefone? Quer dizer, por que você do nada tentou fazer amizade comigo? Não que eu não queira, mas... Foi engano.
- Nunca fiz isso, também não sei. Você pode ser um psicopata – Sabia! – O que? – Não! Nada não, bobagem minha – enfim... Sei lá, acabei fazendo.
– Obrigada por ter feito. Sabe? Não parei de pensar na sua voz... Muito atirado de minha parte dizer isso?
– (risos) Não, não. É bom ouvir. Mas deve ter sido pela situação, não acha?
– Pode ser...Quero lhe conhecer, de verdade. Pode ser?
– Não é nenhum psicopata, não, né?

Gargalhadas.

– Não. Prometo.
– Amanhã, então?
– Já?! Seu medo passa rápido. Ok, vamos, Gosta de sushi?
– Detesto, mas amo costela de porco.
– Tudo bem, eu lhe ensino a gostar depois. Churrasco do Araraúna, às 19h, que tem muita gente, assim ninguém tenta matar ninguém.
kkkkkkkk, você é ótimo. Combinado.

[...]

“Sr. Carlos Emanuel Lima Barbosa e ________Sr. Átila Gomes de Ramalho e
Sra. Angelita Oliveira Barbosa
______________ Sra. Carla Maria das Chagas

Convidam para a cerimônia religiosa dos seus filhos
Cibele Lima de Oliveira e Azis das Chagas e Ramalho


A realizar-se às 19h do dia 24 de Outubro de 2008, na Igreja Nossa Senhora das Causas Impossíveis, na rua São Nunca, sn, Centro, Passa e Fica/RN.

Após a cerimônia, os noivos receberão os convidados no Salão Principal do Hotel das Magias na rua Principal, 3333.

R.S.V.P."

08 abril 2008

Cadê seus desenhos, Mariana?

Rsrsrsrs
Gente, tá duro, pior que desenho pra cacete na aula de desneho de observação, mas não creio que vocês queiram ver um monte de objetos geométricos num diaxo de papel, mas é o que tá dando tempo de fazer...
contudo, entretanto, porém, todavia...tive tempo de terminar um desenho, um vetor para ser mais exata... é o desenho que vou dar de presente para o casal Luis e Melissa que se casarão logo mais no dia 14 de Abril...

é Luis, eu consegui!!!
quer dizer, se você ou Melissa ainda quiserem alguma modificação, estou toda ouvidos, vice?!
rs


aí vai o desenho, falou minha gente

30 março 2008

Para fechar o mês

Ok, só para encerrar o mês com um post a mais...vai mais uma crônica da série

A VIDA COMO NÃO DEVIA SER

Sempre assim: faz pouco caso, gaba-se, posa de moderno. Tudo mentira. Carlos sempre fora um homem romântico, ingênuo e inseguro. Nunca teve traumas que o transformassem no que é agora, apenas experimentou uma máscara e gostou.

À noite as conseqüências o corroíam. Nunca teria alguém de verdade, nunca o seria para alguém. Sua insegurança travestida de arrogância e libido repelia toda e qualquer tentativa de relacionamento. As meninas (preferia as bem jovens) por mais modernas que fossem não o acompanhavam. Dormiria só de novo.

Rosto jovial apesar da idade um tanto avançada, era bonito, inteligente e provido daquela que seria a mais afiada lábia da cidade. Tinha todas as mulheres que queria, apaixonava até quem não queria, mas nunca mantinha ninguém.

Sexo, carinho, papo, companhia. Não importava o que a garota buscava, o teria no ato. O problema nisso? Todas também o teriam e ele não escondia a ninguém. O problema de Carlos era um só: nasceu na época errada. Facilmente levaria sua vida em outrora, mais especificamente no século XIX. Desfrutaria da mesma agonia da insegurança que Junqueira Freire e da boemia típica da época. Teria todas e uma: as mulheres ainda não tinham vez. Mas nasceu hoje, aqui.

Há poucos dias Carlos se cansou da máscara. Este objeto nocivo já lhe tirava a razão e o sono com o calor sufocante que produzia em sua face. Não tardou e conheceu Virgínia. Doce, leve e divertida, o apaixonou. Pediu-a em casamento.

Naquela manhã Virgínia teria encontrado uma máscara. Gostou.

25 março 2008

O encontro

Foi a primeira vez desde a tragédia. Tragédia em que não se encontraram efetivamente, mas lançaram seu veneno, com efeito. O primeiro par encharcou de imediato, o outro esbugalhou. Diziam tanto e ao mesmo tempo nada. Não sabiam o que queriam ao certo.

Um passou a brilhar. Era ele, aquele sinal de novo. Aquele tão cobiçado que nunca mais o outro par havia percebido. Como era prazeroso e doloroso vê-lo. Novamente veio tarde demais. Franziu.

Pouco importa o que as bocas diziam. O cérebro não as conduzia, apenas os olhos. O corpo de um ainda manteve certa atenção, o suficiente para estender o braço. As terminações nervosas responderam ao ato desinteressadas. Nada passava pela mente do segundo par de olhos. Ele apenas constatava: o tal olhar estava lá. Brigou tanto por ele. Chegou tarde, novamente tarde. Não importava mais.

O outro par pensava constantemente. Tremia vermelho de tanto pensar, dizer. Mas se continha a muito custo. Sabia que de nada adiantaria. Alegrou-se por não estar vendo o tal olhar. Não o olhar que ele fazia, o outro. O maldito frio e confinador olhar raivoso típico do outro par naquela situação. Não, era um olhar assustado, sorridente e confuso. Mais leve.

As bocas cansaram, o corpo também. Fim de diálogo. Novamente mãos estendidas. Um par vai embora. Outro fica. Volta ao que estava fazendo. Tão cedo não vão se encontrar.

24 março 2008

Faces do Brasil #1

É tanta porcaria chata pra estudar que o blog véi é o primeiro a sentir o impacto, mas de qqr modo, tou produzindo viu, gente?
hoje vou de desenho, pra mudar um pouquim essa bagaça...

tem mais vindo por aí, mas vamos de pouco que num tá dando pra produzir
rsrsrsrs
xeru!

17 março 2008

Rapidinha

Ninguém é tão perfeito
que jamais possa ser visto como suspeito.
Não existem tantos defeitos,
que impeçam o substantivo de ser sujeito.
Nem predicado, com efeito.

"Eu-quero-você".

05 março 2008

Sonho meu

Eu era meiga e prendada. Era também casada e tinha um lindo casal de filhos, gêmeos! Também simpatizava com aquela linda casa campestre em plena capital, e sempre recebia o afago do fiel e bondoso cão Amarelo. Ah, como era lindo aquele imenso jardim florido com algumas fruteiras. Acordei.

Mais um pesadelo, saco. Por sorte me antecipei desta vez. Na verdade, por sorte meu gato antecipou. Ele detesta me ver assim. Deitou-se sobre minha cabeça. Fofo.

Qual o problema em sonhar com coisas tão bonitas? Tudo!

Logo estaria a casa novamente empestada de algum inseto asqueroso ou sendo assaltada, por seu caráter antiquado para o perigo da capital. o cachorro imprestável nada faria a respeito, ocupado destroçando meu bicho de pelúcia favorito com aquelas patas imundas sobre minha cama. Meus lindos filhos? Berrariam como sempre e me estressariam mais ainda, não ajudando em nada, enquanto o infeliz do marido estaria a um quarteirão dali, torrando a droga do dinheiro do pão com a maldita cachaça.

Como se não bastasse, eu estaria tendo uma senhora crise alérgica por causa daquela "floresta amazônica" que custou uma nota para o paisagista e só serve de abrigo para cobras e escorpiões.

Meu nome é Mariana, 22 anos . Sou pisciana. E definitivamente, não sou romântica.

Mas há quem diga que não nasci assim.

02 março 2008

Rosana vai à Praia

Pela primeira vez na praia da capital, Rosana, cinco anos, analisava cuidadosamente tudo aquilo que a rodeava. A experiência não foi das melhores. Seres ditos humanos de pele alvo-avermelhada com roupas expressivamente coloridas e desajeitadas nas lojas falando algum dialeto extra-sideral; homens oferecendo gosmas cruas e frias (diziam ser bichos) em isopores a um custo altíssimo para o povo comer; tatuagens feitas com um piche derretido (ele achava), soro fisiológico sendo vendido num copinho como água de côco, côco verde recém tirado do coqueiro da praia sendo vendido a dois reais. Era uma algazarra indecifrável.

Achava tudo estranho e definitivamente amedrontador. E isso muito antes de se deparar com umas mulheres meio barbadas e voz masculina com um corpo quase igual à Barbie Summer que ela carregava na mão. Seus pais pareciam não ligar mesmo para o fato. Também havia um garoto bem novo beijando (eca!) uma dona com seus quarenta anos (eca de novo!).

Mais a frente, viu um grupo de pessoas saltar do ônibus como um verdadeiro furacão. Às pressas se instalaram debaixo de um coqueiro ao lado do início das barraquinhas com um mega isopor cheio de bebidas e umas sete tuperwares com comida de panela. Até simpatizou com essa turma que não ligava para a areia caída no galeto, nem para a mistureba do caldo de mocotó com panelada. Mas ao chegar perto, a mãe deu um puchavante que quase descolou a clavícula da menina. "Não chega perto, não! É perigoso!", garantiu a mãe.

Então seguiram em frente por todo o mundarel de gente completamente louca, se banhando na mesma água que o cachorro pelancudo daquele senhor barbudo tascou coco, onde restos da farofada da família simpática boiavam e onde o “sargaço”, ou algas marinhas como acabara de ensinar a mãe, “amarravam” as garotas mais frescas da praia. Assustava-se sempre com os previsíveis gritos dos ambulantes vendendo até mesmo tesourinha e alicate de unha, ou pantufas em plena areia de praia, sabe lá deus a quem (talvez aos mesmos turistas que insistiram em ir com bermudão florido, chapelão com a bandeira do Brasil estampada e sandálias com meias).

Quando finalmente pararam em uma barraca, veio o maior impacto: Rosana sentiu-se parte do meio. A mãe, impiedosa, lascou uma argamassa rosa no rosto da menina com cheiro parecido com vick vaporub, e como se não bastasse mais meio quilo de uma pomada branca e fedida, deixando a menina na pior das aparências alienígenas do local.

Foi ainda encorajada a entrar naquela água de cor suspeita e tantos elementos desencorajadores vistos há pouco. De cara, a menina sofreu um caldo, um empurrão de um adolescente obeso e um ferimento de uma tábua de passar que um alienígena como ela (com aquela mesma mancha rosa tingida na cara) usava para andar por cima da água.

Ficou em coma por três meses devido ao traumatismo craniano e nunca aprendeu a nadar. Mas Rosana não lembra mais daquele dia. Hoje, pela primeira vez vai levar sua filhinha àquela praia. Já reservou na bolsa o ultra mega Max bloqueador solar ultimation que não sai na água nem com detergente, e a boa e velha Minâncora.

28 fevereiro 2008

Coisas de menina


Hoje dou nova chance ao desenho... tá...nem tanta, se tivesse dado uma chance mesmo teria caprichado no traço...mas vai aí a intenção rsrsrs
(Martinha está por vir...calma)

22 fevereiro 2008

O dia em que difratei


Tomei um susto. De repente me vi diante de mim. As vozes, os barulhos que me rodeavam sumiram. Contudo, tudo continuava. O homem grisalho explanava, os ouvintes coçavam a cabeça ou bocejavam. Eu também. Ninguém notou a anomalia. Estava ali e acolá. Curiosamente fazia anotações do que não podia ouvir. Sai.

No corredor, novo fato curioso. Estava lá! Falavam comigo normalmente e até perguntavam se estava bem (meu rosto pasmado parecia preocupante). Voltei à sala rapidamente e me vi lá. Lá e cá. Falavam comigo, pediram uma folha. Decidi não tentar entender. Fui à lanchonete.

Abobalhada com o fenômeno, acabei esquecendo que não estava com a bolsa. Voltei à sala. “Como fazer para pegar o dinheiro? Uma vez dentro da sala e voltaria ao status ‘virtual’. Não conseguiria exercer qualquer influência sobre eu mesma, só que outra”. Resolvi tentar de qualquer modo.

Ao chegar à porta, já virtual, esforcei-me em chamar atenção da outra (que seria eu) para o exterior da sala. Mexi na areia, soltei a porta da sala para que ela desse um belo sopapo com o vento. Nada.

Vi então alguém conhecido com um salgado na mão. Corri para conversar com ele e o conduzi (ele nem notou) até a porta da bendita sala, de modo tal que só ele aparecesse pela porta. Foi quando aconteceu a maior das anomalias. Assim que se “posicionou” inexplicavelmente lá estava eu, de novo, ouvindo e anotando, sentadinha, de onde parti (ou não). Olhei para fora e lá estava meu amigo conversando com alguém do lado de fora. Certamente seria eu.

Percebi então que ele estava se despedindo e rapidamente corri à bolsa e pus cinco reais no bolso da calça. Deu certo! Estava mais uma vez no lado de fora. Fui à lanchonete, jantei e depois fui para casa jogar no computador. Típico.

Me vi chegando às duas horas da madrugada em casa. Não sei onde estive, mas bem de perto cheirava a caipirinha. Fomos dormir. Ela muito bem e eu super irritada. Nunca soube onde estive, mas tratei de não repetir a dose.

19 fevereiro 2008

Tarcila

O que fazer? Perguntava-se Tarcila. Nunca cogitou a possibilidade disto acontecer, cientistas juravam de pés juntos que era impossível. Mas aconteceu, Tarcila perderia as cores. Observava tudo com o maior detalhismo. Devorava contrastes e degrades da maior quantidade de cores possível. Era daltônica.

Ao chegar em casa, chorosa e assustada, ligou para a mãe. Xingou, esperneou (maldito gene), pediu socorro.

– E o trabalho?

– Não posso perder as cores.

– Eles já sabem?

– Não.

– Mas você errou aquela peça. Errou feio.

– Acharam legal. Pensaram que foi proposital.

– Viva o modernismo!

– Mãe!

– Calma. Você tem que explicar a eles.

– Vão me dispensar! Não posso...

– Também não pode mentir para sempre. Falei com ele.

– Nem me lembre. Bati de novo hoje... Não podia esperar, né?

– Meu deus, minha filha! Vai acabar matando alguém!

– Ou morrendo, né? Obrigada por lembrar.

– Pare de chorar, fica feia. Avise, viu? Vou jantar, tchau.

Não dormiu nesta noite. Devorou o guia Pantone, sem saber ao certo o que via. Sua memória também já lhe pregava peças, a visão prevalecia.

No dia seguinte, faltou o trabalho. Entregou as novas peças por e-mail e foi à praia. Fotografou todos que passavam. Registrou uma infinidade de cores, formas e ângulos. Depois voltou para casa, ainda tétrica. Em casa, fez cópias de todas as fotografias e imprimiu: colorida e P&B.

Quarenta dias depois a polícia bate à porta: os vizinhos chamaram. A mãe preocupada, escandalizava na frente do portão:

– Ela não pode ter feito isso! Eu falei que ela podia mudar a profissão. Minha filha, minha filha...

A essa altura do campeonato todos da agência sabiam do daltonismo de Tarcila. Ela abre a porta:

– Ai meu deus! Você está viva! O que diabo aconteceu? Ninguém lhe viu mais. E tem essa podridão...O que você está pensando da vida, menina?!

– Que confusão é essa? – fala dirigindo-se ao policial.

– Tarcila Amaral silva?

– sim, com “c”.

– olá, meu nome é Carlos, recebemos um chamado de um dos vizinhos sobre a possibilidade de haver alguém morto em sua residência. o cheiro incomoda seus vizinhos há dias, podemos dar uma olhada na casa?

– Ah, sim. Minha gata morreu. Esqueci dela, estava ocupada. Entrem.

– Mas que diabo! Você está louca, minha filha?

– Eu consegui mãe. Estudei dia após dia, e consegui...

– Você está magra, suja...

– Não é a mesma coisa. A cinza do azul, do verde, em qualquer tom... Eu vejo.

– Você voltou a fumar?

– Você não está ouvindo. Não preciso das cores, mãe!

– Não. Você precisa de um médico.

– Também posso ver as auras! As partículas elétricas, a poeira, percebo tudo. É incrível, mãe!

Levaram Tarcila ao médico. Examinaram seu cérebro e detectaram uma atividade anômala no lobo occiptal. Células extraordinariamente se desenvolveram e novas surgiram também em uma região no lobo frontal que não deveriam ter ligação às atividades ligadas à visão. De certo era coincidência, um tumor maligno.

Hoje faz dois meses que Tarcila morreu. Não resistiu à operação. Por ignorância e subestimação, morreu aquela que obteve, diante uma adversidade, a melhor visão humana que já se ouviu falar. Suas anotações estão á salvo no Conselho Brasileiro de Oftalmologia. O diagnóstico e a grande descoberta não foram publicados, mas oftalmologistas estão trabalhando com uma revolucionária terapia intensiva para retardar qualquer problema ocular: Método Tarcila.

Coleção Pingos de Quê - by Magaliana